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O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde pública do mundo. Instituído pela Constituição Federal de 1988, o SUS tem como princípios a universalidade, a integralidade e a equidade.
Na teoria, o SUS deveria garantir acesso universal, integral e gratuito aos serviços de saúde para toda a população brasileira. O acesso deveria ser facilitado por meio de uma rede de serviços de saúde descentralizada, com responsabilidades compartilhadas entre os três níveis de governo: municipal, estadual e federal.
Na prática, o SUS ainda enfrenta desafios para alcançar esses princípios. O acesso aos serviços de saúde ainda é desigual, com diferenças significativas entre as regiões do país. As filas para consultas, exames e cirurgias podem ser longas, especialmente em áreas mais remotas.
Responsabilidades
As responsabilidades pelo SUS são divididas entre os três níveis de governo.
- Municipal: é responsável pela Atenção Primária à Saúde (APS), que é o primeiro nível de atenção do SUS. A APS é composta por unidades básicas de saúde (UBS), que oferecem serviços de prevenção, promoção e recuperação da saúde.
- Estadual: é responsável pela Atenção Secundária e Terciária à Saúde. A Atenção Secundária é composta por hospitais e centros de especialidades, que oferecem serviços de média complexidade. A Atenção Terciária é composta por hospitais de alta complexidade, que oferecem serviços de alta complexidade, como transplantes e cirurgias cardíacas.
- Federal: é responsável pela coordenação do SUS, por meio do Ministério da Saúde. O Ministério da Saúde define as políticas, diretrizes e normas do SUS.
Acesso aos serviços de saúde
O acesso aos serviços de saúde é um dos desafios mais importantes do SUS. As filas para consultas, exames e cirurgias podem ser longas, especialmente em áreas mais remotas.
Disponibilidade de consultas, exames e cirurgias
A disponibilidade de consultas, exames e cirurgias também é um desafio para o SUS. Em alguns casos, os serviços podem não estar disponíveis na região do usuário.
Estratégia de Saúde da Família
A Estratégia de Saúde da Família (ESF) é uma estratégia do SUS que visa organizar a APS. A ESF é baseada no trabalho de equipes multiprofissionais que atuam na comunidade, acompanhando as famílias e promovendo a saúde.
Vantagens da ESF
A ESF tem como vantagens o aumento do acesso aos serviços de saúde, a redução das filas e o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde.
Recursos economizados
Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) estima que a ESF economiza R$ 13,6 bilhões por ano em custos de internação.
São José dos Campos
São José dos Campos é um município do estado de São Paulo com cerca de 660 mil habitantes. O município tem uma rede de serviços de saúde composta por 35 unidades básicas de saúde, 1 hospital municipal e 1 hospital estadual.
Patologias mais comuns
As patologias mais comuns em São José dos Campos são:
- Hipertensão arterial
- Diabetes mellitus
- Doenças respiratórias
- Doenças do aparelho digestivo
- Doenças osteoarticulares
Hipertensão arterial
O custo do atendimento via ESF para a hipertensão arterial é estimado em R$ 125 por ano, por cidadão doente. Isso inclui o custo dos medicamentos, das consultas e dos exames.
A ausência do atendimento via ESF pode levar a um aumento dos custos de internação, devido ao agravamento da doença. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) estima que o custo anual de internação por hipertensão arterial é de R$ 10 mil por paciente.
O impacto da hipertensão arterial na economia local é significativo. Estima-se que a doença cause um prejuízo de R$ 1,5 bilhão por ano ao país, devido aos custos de tratamento e produtividade perdida.
Diabetes mellitus
O custo do atendimento via ESF para o diabetes mellitus é estimado em R$ 250 por ano, por cidadão doente. Isso inclui o custo dos medicamentos, das consultas e dos exames.
A ausência do atendimento via ESF pode levar a um aumento dos custos de internação, devido ao agravamento da doença. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) estima que o custo anual de internação por diabetes mellitus é de R$ 20 mil por paciente.
O impacto do diabetes mellitus na economia local é significativo. Estima-se que a doença cause um prejuízo de R$ 10 bilhões por ano ao país, devido aos custos de tratamento e produtividade perdida.
Doenças respiratórias
O custo do atendimento via ESF para as doenças respiratórias é estimado em R$ 50 por ano, por cidadão doente. Isso inclui o custo dos medicamentos, das consultas e dos exames.
A ausência do atendimento via ESF pode levar a um aumento dos custos de internação, devido ao agravamento da doença. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) estima que o custo anual de internação por doenças respiratórias é de R$ 5 mil por paciente.
O impacto das doenças respiratórias na economia local é significativo. Estima-se que as doenças respiratórias causem um prejuízo de R$ 15 bilhões por ano ao país, devido aos custos de tratamento e produtividade perdida.
Doenças do aparelho digestivo
O custo do atendimento via ESF para as doenças do aparelho digestivo é estimado em R$ 75 por ano, por cidadão doente. Isso inclui o custo dos medicamentos, das consultas e dos exames.
A ausência do atendimento via ESF pode levar a um aumento dos custos de internação, devido ao agravamento da doença. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) estima que o custo anual de internação por doenças do aparelho digestivo é de R$ 7 mil por paciente.
O impacto das doenças do aparelho digestivo na economia local é significativo. Estima-se que as doenças do aparelho digestivo causem um prejuízo de R$ 10 bilhões por ano ao país, devido aos custos de tratamento e produtividade perdida.
Doenças osteoarticulares
O custo do atendimento via ESF para as doenças osteoarticulares é estimado em R$ 100 por ano, por cidadão doente. Isso inclui o custo dos medicamentos, das consultas e dos exames.
A ausência do atendimento via ESF pode levar a um aumento dos custos de internação, devido ao agravamento da doença. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) estima que o custo anual de internação por doenças osteoarticulares é de R$ 10 mil por paciente.
O impacto das doenças osteoarticulares na economia local é significativo. Estima-se que as doenças osteoarticulares causem um prejuízo de R$ 15 bilhões por ano ao país, devido aos custos de tratamento e produtividade perdida.